Em poucas palavras
Depois do IPO, a companhia ou seus acionistas podem realizar uma nova oferta pública chamada follow-on. Ela pode ser primária, secundária ou mista. O nome da operação, sozinho, não informa se haverá entrada de dinheiro na empresa ou diluição.
Primária, secundária e mista
Na parcela primária, a companhia emite novas ações e recebe os recursos. Na secundária, acionistas existentes vendem ações e recebem o dinheiro; não surgem novas ações. A oferta mista combina as duas parcelas, e apenas a primária pode diluir.
Exemplo simples
Em uma oferta de R$ 1 bilhão, R$ 700 milhões podem vir de novas ações e R$ 300 milhões da venda do controlador. A empresa recebe somente a parcela primária. Para medir diluição, interessa a quantidade de novas ações emitidas, não apenas o valor total divulgado.
Como aparece no Radar
Emissões concluídas aparecem com empresa, tipo, data, preço, volume e diluição disponível. O pipeline monitorado fica separado porque uma oferta em estudo pode mudar ou não ser realizada. Os rankings ajudam a identificar empresas com maior frequência de emissões.
O que observar antes de concluir
Leia a destinação dos recursos, o preço, a quantidade emitida, a participação dos controladores e os direitos dos atuais acionistas. Depois, confirme a liquidação e o número final de ações, pois são esses dados que definem o efeito real.
Limites da leitura
O Radar organiza documentos públicos e cria indicadores comparáveis, mas não prevê preços nem substitui a leitura dos documentos, dos resultados e dos riscos da companhia. Use o dado como ponto de partida, confira a data-base e abra a fonte oficial quando precisar tomar uma decisão. O Radar resume a estrutura da operação, mas o prospecto e os comunicados oficiais trazem riscos e condições completas.